quinta-feira, 21 de abril de 2011

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS... VIXE!

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS... VIXE!
Luiz Roberto Dalpiaz Rech

"Nunca na história deste País"... Temos escutado freqüentemente o presidente Lula utilizando-se desse palavreado para justificar atitudes do atual governo. Aproveito o modismo e utilizo-me deste “jarção presidencial” para externar a minha preocupação com um estudo feito pelo pesquisador Amaury de Souza, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), intitulado “A Agenda Internacional do Brasil”. O relatório mostra que o país pode perder R$ 3,6 trilhões em 40 anos, o que significa descartar um ano inteiro de crescimento econômico. O relatório prevê que cada cidadão brasileiro pode perder entre R$ 534 e R$ 1.603 de PIB per capita em 2050.
Além do bolso do cidadão brasileiro, há também os aspectos sociais. Nesse âmbito, a alteração climática caminha no sentido de agravar a desigualdade social no país. O relatório é claro: “os custos e riscos potenciais da mudança de clima no Brasil pesariam mais sobre as populações pobres do Norte e Nordeste, de modo que as políticas de proteção social nestas regiões devem ser reforçadas”.
No Norte, a temperatura pode aumentar de 7º a 8º C em 2100, o que acarretaria a redução de 40% da cobertura vegetal na Amazônia. No Nordeste, as chuvas tendem a diminuir de 2 a 2,5 mm/dia – com a previsão de reduzir em 25% a capacidade da pecuária bovina. Sul, Sudeste e Centro-Oeste também teriam consequências como enchentes e aumento insuportável da temperatura nas cidades. Mas no Norte e Nordeste as consequências seriam ainda mais graves.
Sabemos que há controvérsias entre cientistas em relação às mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global. Alguns desconsideram a teoria de que a terra está se aquecendo além dos níveis normais (O outro lado: a grande farsa do aquecimento global). Outros consideram que o aquecimento global é consequência das ações humanas – especialmente após a segunda revolução industrial (1850-1870) – e outros ainda, um efeito natural decorrente de alterações cíclicas do planeta. Independentemente da posição, no entanto, é possível vislumbrar implicações decorrentes de um aumento da temperatura do planeta.
De uma coisa certa, nunca na história deste país eu vi tanta água rolar neste Rio Grande, especialmente nas minhas queridas cidades de Maquiné e Porto Alegre.
Há pelo menos 23 anos o Rio Grande do Sul não era inundado por chuvas tão intensas em um mês de novembro como as que castigam os gaúchos. Comprovando a temporada histórica de chuvaradas, o 8º Distrito de Meteorologia não tem registro de um novembro tão úmido como o atual em regiões como as de Porto Alegre, Bagé, Pelotas e Santa Maria.
Nunca na história desta país..., mesmo. VIXE!


Jornalista. Adm. Legislativa.

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