quinta-feira, 21 de abril de 2011

O POLITICO HOLÍSTICO

O político holístico parte de um disciplinamento de que é preciso cuidar do povo como um todo, mas aí vem o partido e diz: - é apenas uma parte.

O holismo é o resgate da dimensão ético/moral no seu sentido mais profundo. Consiste num compromisso com a humanidade, com a preservação da natureza e com o estabelecimento de uma relação revolucionária entre homens, animais e plantas. Todos os elementos fazem parte de um grande TODO.
O holismo traz uma proposta de atuação integral do ser consigo mesmo e com o outro.
Nunca o termo "holístico" foi tão utilizado quanto nos últimos anos. A visão holística do mundo aparentemente foi descoberta há pouco, como uma (con)seqüência da visão mecanicista de Robert Boyle. Porém o pensamento holístico foi concebido há milênios, quando a visão mística foi substituída pela observação e interpretação racional, e teve seu apogeu na Grécia Antiga.
Mas, o que vem a ser holístico? Antes de qualquer conjectura, deve-se ter uma visão profunda do termo. Aliás, uma visão holística. Pois bem, a palavra vem do grego e significa, grosso modo, o todo; o íntegro, o completo. De maneira mais clara: holístico é aquilo que se refere ao holismo, que é a "tendência” própria do universo, ou do UNIVERSALIZANTE, a sintetizar unidades em totalidades organizadas".
A nova abordagem holística vem penetrando, inexoravelmente, em todos os ramos do conhecimento humano, sendo este o momento oportuno de introduzi-la na política, pois o problema da "questão moral dos políticos" é decorrente da educação dos seus operadores; que, na sua maioria, exercem suas funções limitadas por paradigmas ultrapassados, muitas vezes de forma individualista, materialista e burocrática.
Por estarmos vivenciando hoje uma conjuntura mundial favorável a estas mudanças, a adoção desta nova consciência holística, pode ser implantada rapidamente. Da mesma forma que o fim da Idade Média foi o começo de uma nova era, denominada Renascimento ou Renascença, trazendo no seu bojo um movimento renovador filosófico-científico-artístico, em todas as camadas da sociedade. Também no início deste Milênio, um novo Renascimento está surgindo, talvez como um verdadeiro marco redefinidor da história da consciência humana, o que sugere as condições para a adoção do “político holístico", que resolveria, finalmente, os problemas que afetam a sociedade.
O político holístico parte de um disciplinamento de que é preciso cuidar do povo como um todo, mas aí vem o partido e diz: - é apenas uma parte.
Com o declínio da visão newtoniano-cartesiana de um universo dividido, fragmentado, com características do antigo paradigma mecanista e reducionista, é preciso adotar uma visão cósmica da vida, em que todas as coisas estão interligadas e compõem o GRANDE TODO. Através das descobertas da Física Quântica, em que Albert Einstein demonstrou ser a matéria uma forma de energia, foi se cristalizando, gradativamente, um novo "Paradigma Holístico", difundido no Brasil pelo Prof. Pierre Weil, Reitor da Universidade Holística Internacional de Brasília - UNIPAZ. Esta nova visão holística implica na criação de pontes sobre todas as fronteiras do conhecimento humano, dentro do conceito de "transdisciplinaridade", ou seja, o encontro das ciências, filosofias, artes e tradições religiosas, eliminando-se assim estas fronteiras geradoras de dualidades e causadoras de conflitos.
Como toda a matéria é formada de energia, ou melhor, é energia em certa graduação vibratória, estamos todos interagindo energeticamente, ou seja, estamos interligados uns aos outros e com a natureza, de forma indissociável.
E é exatamente desta nova consciência holística, que nascem a fraternidade, a cooperação, a solidariedade e o amor entre pessoas e nações: esta nova situação humana levará o SER a um novo nível de progresso e evolução.
SÓ FALTA OS POLÍTICOS ENTENDEREM ISSO!

Luiz Roberto Dalpiaz Rech Administrador Legislativo

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