quinta-feira, 21 de abril de 2011

O DESABAFO DO MARRECO

Dias desses resolvi visitar o “Marreco”. Pensei comigo, visitá-lo durante a semana será um desperdício, afinal, o trabalho na roça não tem descanso. “Marreco” deve estar removendo a terra com arado de bois, realizando alguma roçada, ou simplesmente, limpando o feijão preto em alguma roça do morro.
Enganei-me. Ao chegar às proximidades da casa já o avistei, sentado a varanda, olhando firme o horizonte.
Comentei com a minha esposa. O “marreco” só pode estar doente para estar assim, plantado que nem pé de couve. Mal estacionara o carro, fomos recebidos com euforia pelo guaipequinha faceiro, que contrastava com o semblante sério e sizudo do tio agricultor.
Depois de um – “sai pra lá vinagre” - meio anasalado, o “marreco” veio em nossa direção a passo lento, mas, com ares de decidido.
- Pués então sobrinho, que ventos te trazem aqui?
- Saudades da terra e de todos, tio “marreco”, respondi.
- Pués então, tchê, mate logo a saudades antes que eles nos expulsem daqui.
- Como assim tio, quem é que quer te expulsar, se a casa é tua, a propriedade também (foi herdada do meu avô), não estou entendendo, afirmei.
- Mas então tu não sabes? – perguntou, meio assombrado. - Tá todo mundo dizendo que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
“Veja só: o sítio de meu pai, que agora é meu, fica a 17 km da cidade. A água do poço daqui lembra? Limpa, pura, que a vovó servia pra ti e os primos, nos arretouços da infância? Pois é a mesma água com que ela criou 5 filhas e seis filhos. Não faz muito, um homem do governo passou aqui e disse que tenho que fechar o poço, fazer uma tal de outorga, pagar umas taxas e mais um monte de coisas.
Eu lhe disse: – Moço, mas foi meu pai que cavô... E ele respondeu: é um caso de saúde muito sério! - e foi embora.
Sem falar na produção do fumo, sobrinho. Antes, eu, a mulher e tua prima Lia, dávamos conta do recado, mas tive que mandar a Lia pra cidade, depois que vi uma reportagem na televisão: eu podia ser acusado de exploração de menor! Já pensou? Ela me ajudava muito no cultivo do fumo; ficando sozinho, tu sabes como tudo é trabalhoso, arar a terra, preparar as mudas, plantar, colher, secar na estufa, fazer manoco, prensar, tive que contratar um ajudante. Ainda te lembras do Rui? Pois é, se foi para cidade e pediu trabalho para o filho dele, que não tinha nem onde morar. Assinei-lhe a carteira, como manda a lei. E dei-lhe o quarto da nossa filha. Faceiro, que nem gringo de tamanco novo, já fazia parte da família. Mas vieram umas pessoas da Delegacia do Trabalho, e falaram que se o empregado (para mim - um filho!) fosse cuidar da estufa à noite, tinha que receber adicional noturno, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo. Tu já trabalhaste no fumo, né, sobrinho, então tu sabes do que estou falando. Como é que vou desligar a estufa e parar a secagem nos finais de semana? Ele também me ajudava no leite, que é outra fonte de renda aqui em casa, garantida pela Cooperativa que compra a produção. Como vou dizer pra vaquinha que agora o leite tem dia e hora pra ela soltar?
O pessoal da Delegacia do Trabalho foi examinar o quarto do empregado. Acharam a cama curta, claro, era da minha filha, menor que ele. Olha, sobrinho, se ele ficava com os pés de fora, pra mim nunca se queixou! Ainda bem que eu tinha trocado, uns dias antes, o lampião a querosene pela luz que recém chegou através do programa do governo, senão iam me processar por isso também.
Sabe a comida gostosa que tua tia faz? O Vanil, nosso empregado, comia com a gente na mesa (era, como eu disse, da família!). Explicaram-me que, por lei, a comida tinha que integrar o salário dele. Quando foram embora, cheio de tristeza, chamei o Vanil e não contendo as lágrimas, o despedi. No outro dia ele pegou o ônibus e foi pra cidade. Depois, disso, a última notícia que tive dele é que foi parar numa delegacia, o agrediram e ficou deficiente de um ouvido.
Sem a ajuda do Vanil parei com o fumo. Comprei mais uma vaquinha e a mulher ajuda, apesar das dores que adquiriu nas cadeiras e da bexiga caída desde que ganhou a nossa filha. Às 5 da manhã eu levo o tarro até a estrada e espero pacientemente o caminhão da Cooperativa. Se chove, nem saio de casa. O riacho enche e quem se diverte com o leite são os porcos. Melhor, se divertiam, hoje o leite vai todinho fora.
Agora, vieram outros homens aqui, e um policial, dizendo que eu tinha que encerrar a criação de porcos, pois o chiqueiro estava a menos de 20m do riacho. Deram-me um prazo para resolver o problema. Medi aqui, medi ali e nada de conseguir chegar aos 30 metros exigidos. Ganhei uma multa tão pesada, que nem a nossa mula podia carregar! O dinheiro da venda dos porquinhos, das tábuas e das telhas foi insuficientes para pagar. Tive que recorrer a uma poupancinha da minha filha, que juntara durante anos para quando casasse. Deu processo, fui chamado pelo promotor. Tive que levar junto um advogado, tentei lhe pagar com o leite da Malhada e meia dúzia de ovos da Marilu, mas ele não aceitou. Ainda bem que a Cooperativa me salvou de novo. Condenado, tive que pagar 2 cestas básicas e dar para uma comunidade carente. Disseram que eu estava poluindo o rio e poderia até ser preso.
Já pensou eu na prisão, sobrinho? O que iam dizer de mim na comunidade? Com que cara eu iria à missa aos domingos, à cancha reta, ao jogo do osso? Eu seria capaz de cometer uma bobagem!!
Então eu te pergunto: lá onde tu moras, na cidade grande, também tem rio, riacho ou coisa parecida? Tem! Quer dizer que cada um que joga alguma coisa no rio também é multado? Coitada dessa gente! Se aqui é assim, imagina lá. Deve ter muito mais gente multada, e não deve existir nenhum tipo de lixo...
Só sei que aqui no mato a gente não pode sujar o rio. Muito menos cortar uma árvore, tirar um cabo de ancinho, de enxada ou de machado sem autorização do pessoal do batalhão ambiental.
Noutro dia multaram o Nozari. Lembra do Nozari, né, que estudou contigo? Jogava uma bola! Ganhando um dinheirinho na cidade, voltou pra cá pra cuidar da terra do falecido pai dele. Pois então, juro pelos meus olhos: ele levou uma multa do batalhão, tão grande, que nem vendendo tudo o que tem na vida paga a metade dela. É um dinheirão. Ele até contratou um doutor para recorrer. O crime dele foi querer plantar. Tinha que ver o desencanto dele. Chegou a dizer pra mim: “marreco”, eu não sabia que não podia aumentar a área da minha rocinha. Se pelo menos tivesse falado no colégio o meu filho teria avisado.
E, para variar, comigo aconteceu algo parecido com o Nozari. Sabe aquele pinheiro que o tio Arcanjo havia plantado? Pois é, resolvi aproveitar a madeira antes que destruísse o nosso galpão.
Ressabiado, fui até o batalhão pedir autorização. Preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vir fazer o tal de laudo e, então, autorizar o aproveitamento da madeira. Passou uma semana, duas, três e nada. Cada ventinho que batia eu via o galpão vindo abaixo com a queda do pinheiro. Um dia falei pra mulher: chega de esperar e meti o machado nele! Dito e feito. Parece que o pessoal do batalhão ouviu o estrondo da árvore e no dia seguinte apareceram pra me multar. Logo pensei no caso dos porcos, no promotor, nas cestas básicas. Passei uns três dias tomando chá de laranjeira para me acalmar. Pensei: se a multa for que nem a do vizinho vou ter que vender o sitio para pagá-la. Se não pagar me processam e ainda sou capaz de perder a terra e tudo o que consegui até hoje. Não quero ficar com uma mão na frente e outra atrás que nem o Antonio. O caso dele não foi por causa dos homens do batalhão, mas por ter comprado um tratorzinho. A coisa não andou como ele queria, muita seca, produziu pouco e não conseguiu pagar o financiamento. O Banco não perdoou. Sem a máquina, ele vai ter que arar com os bois. É mais trabalhoso e lento, mas fazer o quê!
Tou preocupado sobrinho. Dizem que os deputados vão aprovar uma nova lei ambiental e que a coisa vai arrochar ainda mais para o nosso lado. O rádio não para de falar nisso. Noutro dia assisti a uma palestra onde um doutor disse que vamos ter que nos adaptar as novas normas que vem por ai. É a tal de reserva legal. A rádio disse que quem tiver uma sanguinha na propriedade, que é o meu caso, vai ter que plantar 30 metros de mata de cada lado.
O homem falou de mais um monte de normas que vamos ter que nos adequar. São tantas que nem lembro direito.

Será que estas novas normas também valem para a pessoal da cidade?
Olha sobrinho, é melhor vender tudo e ir para a cidade grande. Lá não tem problema nenhum. Com o dinheiro do sitio compro uma casinha, com luz elétrica, TV sem parabólica e não precisa criar porco, galinha e produzir alface, leite, queijo, chimia. É só abrir a geladeira e tá tudo ali. Também vou comprar um telefone, muito útil em casos de emergência, e o hospital fica perto. Eu e tu vamos ser vizinhos na cidade. Nem vou contar que vim do interior, senão o promotor vai mandar me prender dizendo que fugi dos meus “crimes” lá no campo!


O “marreco”, para informação do leitor, é meu tio. Temos praticamente a mesma idade. Estudávamos juntos na escola Hilário Ribeiro na comunidade da Barra do Ouro, interior do município de Maquiné. Aos 15 anos eu decidi ir para a cidade. O Marreco ficou. Ficou com o sitio, cuidando da plantação, respirando ar puro, sentindo o cheiro da mata, vendo o cintilar das águas puras dos rios e ouvindo o pampeano cantar das saracuras. Mal sabia ele que o preço que teria que “pagar” para usufruir deste “paraíso”.

Jornalista,

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS... VIXE!

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS... VIXE!
Luiz Roberto Dalpiaz Rech

"Nunca na história deste País"... Temos escutado freqüentemente o presidente Lula utilizando-se desse palavreado para justificar atitudes do atual governo. Aproveito o modismo e utilizo-me deste “jarção presidencial” para externar a minha preocupação com um estudo feito pelo pesquisador Amaury de Souza, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), intitulado “A Agenda Internacional do Brasil”. O relatório mostra que o país pode perder R$ 3,6 trilhões em 40 anos, o que significa descartar um ano inteiro de crescimento econômico. O relatório prevê que cada cidadão brasileiro pode perder entre R$ 534 e R$ 1.603 de PIB per capita em 2050.
Além do bolso do cidadão brasileiro, há também os aspectos sociais. Nesse âmbito, a alteração climática caminha no sentido de agravar a desigualdade social no país. O relatório é claro: “os custos e riscos potenciais da mudança de clima no Brasil pesariam mais sobre as populações pobres do Norte e Nordeste, de modo que as políticas de proteção social nestas regiões devem ser reforçadas”.
No Norte, a temperatura pode aumentar de 7º a 8º C em 2100, o que acarretaria a redução de 40% da cobertura vegetal na Amazônia. No Nordeste, as chuvas tendem a diminuir de 2 a 2,5 mm/dia – com a previsão de reduzir em 25% a capacidade da pecuária bovina. Sul, Sudeste e Centro-Oeste também teriam consequências como enchentes e aumento insuportável da temperatura nas cidades. Mas no Norte e Nordeste as consequências seriam ainda mais graves.
Sabemos que há controvérsias entre cientistas em relação às mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global. Alguns desconsideram a teoria de que a terra está se aquecendo além dos níveis normais (O outro lado: a grande farsa do aquecimento global). Outros consideram que o aquecimento global é consequência das ações humanas – especialmente após a segunda revolução industrial (1850-1870) – e outros ainda, um efeito natural decorrente de alterações cíclicas do planeta. Independentemente da posição, no entanto, é possível vislumbrar implicações decorrentes de um aumento da temperatura do planeta.
De uma coisa certa, nunca na história deste país eu vi tanta água rolar neste Rio Grande, especialmente nas minhas queridas cidades de Maquiné e Porto Alegre.
Há pelo menos 23 anos o Rio Grande do Sul não era inundado por chuvas tão intensas em um mês de novembro como as que castigam os gaúchos. Comprovando a temporada histórica de chuvaradas, o 8º Distrito de Meteorologia não tem registro de um novembro tão úmido como o atual em regiões como as de Porto Alegre, Bagé, Pelotas e Santa Maria.
Nunca na história desta país..., mesmo. VIXE!


Jornalista. Adm. Legislativa.

terça-feira, 28 de abril de 2009

AMAZ - O MACAQUINHO AZUL




AMAZ, O MACAQUINHO AZUL
Amaz, o macaquinho azul é uma história mágica e envolvente que tem como objetivo conscientizar e despertar as crianças para a preservação ambiental. O personagem Amaz é uma homenagem à Floresta Amazônica. Ele veio ao mundo diferente, para mostrar às crianças que só elas podem salvar o planeta da destruição. A história acontece em Encantada, Barra do Ouro.Nossa história começa numa bela região chamada Encantada. Uma pequena floresta atravessa sinuosamente seus vales... Mas, por incrível que pareça, poucas pessoas conhecem o lugar, onde habitam gnomos tagarelas e fadas pequeninas que aparecem para transformar os pingos de orvalho em minúsculos diamantes!Em Encantada, os animais vivem em harmonia e um velho macaco é o líder. As plantas crescem viçosas e as águas, que descem do alto do Monte Verde, parecem mágicas e faiscam à luz do Sol da Lua.De cima do Monte Verde, pode-se ver o mundo todo. Apesar disso, nunca alguém subiu até lá. E no lago formado pela queda das águas puras, os animais banham-se e revigoram-se em paz com a natureza.Uma noite, ouviu-se um tumulto na floresta. Alguma coisa mágica pairava no ar e ninguém explicava o porquê daquele fuzuê. Os animais sorriam, as flores abriam em perfumes, as árvores agitavam os galhos e folhas. Um bando de pássaros cantava e encantava. Tudo era alegria.De repente, suspensa no ar, apareceu uma varinha mágica de ouro, apontando para o alto do Monte Verde, de onde descia a cascata de águas límpidas. Em meio a toda aquela alegria, surgiu um grupo de gnomos, pulando e cantando. Todos seguiam para a direção que apontava a varinha mágica. Curiosos, todos os animais, menos os macacos, juntaram-se aos gnomos. E o grupo foi aumentando.Em pouco tempo, todos os animais de Encantada seguiam em direção à cascata. Ao chegarem no ponto para onde a varinha mágica indicava, encontraram todos os macacos reunidos em torno de um leito feito de galhos de árvores, folhas secas e diamantes. Os macacos, de olhos arregalados e com as mãos na cabeça, saltitavam em volta do leito em que estava uma mamãe macaca. Todos, então, puderam ver que se tratava do nascimento de mais um macaquinho. Porém, poucos perceberam que ele era diferente. Seus olhinhos eram azuis, o pêlo era azul, tudo nele era azul. A cor azul destacava-se pelo reflexo da Lua e das estrelas nos cristais e diamantes espalhados em volta do recém-nascido. Ninguém tinha dúvidas: ele era mesmo diferente. A mamãe macaca, entretanto, parecia não querer aceitá-lo. Na tentativa de torná-lo igual aos seus outros filhos, foi lavá-lo nas águas da cascata; mas ele ficou ainda mais azul.Os gnomos, amigos da natureza, sabiam, pois tinham sido avisados pela Fada, que o macaquinho tinha uma missão a cumprir no mundo e o saudaram respeitosamente, ora com cantos e presentes feitos com pétalas de rosa, ora com danças. Jogavam sobre ele pequenos ramos de árvores, folhas delicadas e flores das mais variadas.Com esta recepção, todos os animais entenderam a grandiosa missão do macaquinho. Encantada virou, então, uma festa só. Todos os animais passaram a saudar o macaquinho, cada um do seu jeito. Vendo tudo isso, os pais do macaquinho perceberam, finalmente, que o filho era especial. Decidiram levá-lo para casa. Quando eles se preparavam para sair daquele local, ouviu-se, de repente, o som claro de uma sinetinha:- Plimmmm! Plim! Plim!- Do alto da cascata, apareceu a Rainha das Fadas, toda vestida de azul, branco e lilás. Com voz sua suave, ela se fez ouvir por todos em Encantada. Disse:- Encantada corre perigo! No planeta Terra existe um animal perigosíssimo, chamado homem. Muitos deles não estão nem aí para a natureza e, principalmente, para onde moramos. Eles não respeitam nada e ninguém. Os animais, os rios, o ar, as matas e o solo estão sendo destruídos por eles. Se nada for feito com urgência, em breve nosso lugar também será destruído. Vocês precisam defender esta terra. Porém, sozinhos, não poderão fazer nada. Terão que se unir a todas as crianças do mundo para, juntos, salvarem Encantada da destruição total.Depois de uma pequena pausa, a Fada continuou falando:- Este macaquinho que acaba de nascer é quem será o guia de vocês. Nas mãos dele está a salvação do nosso lar e do resto do mundo. Um gnomo gritou bem alto:- Viva a Fada Azul!Mas ela o interrompeu para finalizar o que tinha a dizer:- Sou a Fada Azul e protejo os gnomos e as crianças. Porém, de uns tempos para cá, estou muito preocupada com o descaso dos homens com a natureza. Já tentei de todas as formas agir sobre eles, mas não me ouvem. Somente posso interferir sobre os gnomos, as plantas, os animais e as crianças. Mas são tão indefesos... - disse a Fada, um tanto tristonha.Nesse momento, a varinha mágica da Fada, que se encontrava apontando para onde estava o Macaquinho Azul, fez várias voltas ao redor de todos, espalhando um estranho pó azul. Imediatamente, a varinha retornou para as mãos dela. A Fada, que já estava indo embora, virou-se novamente para deixar sua última mensagem:- Durante toda minha vida, fui a Fada deste mundo e fiz de tudo para defender a natureza. Mas terei que partir para um mundo bem distante, que não posso revelar ainda. Na minha ausência, serei representada por este bebezinho que acaba de nascer. Ele é um macaquinho, será amigo de vocês e de todas as crianças do mundo. Será chamado de Macaquinho Azul.A voz da Fada foi sumindo, até desaparecer. Mal se podia ver sua imagem, que permanecia suspensa no alto da cascata. Após alguns minutos, ouviu-se novamente o som da sinetinha:- Trimmmmmm! Trim! Trim! Trimmmmmmm!A Fada voltou a falar, desta vez com a voz ainda mais forte:Ao Macaquinho Azul será dado o direito de morar no lugar mais alto de Encantada. De lá, ele poderá ver o mundo, os erros e apontar soluções. Do lugar mais alto desse lugar, ele poderá ver todas as crianças do mundo. Saberá o nome delas, o que fazem e a hora que elas vão dormir. Mas é importante dizer que sem a participação das crianças. O Macaquinho Azul nada poderá fazer para salvar. Encantada, e o mundo, da destruição.A sinetinnha voltou a bater:- Trimmmm! Trim! Trim! Trimmmm! Trim!Aos poucos, o som foi sumindo mansamente, como se fosse se distanciando daquele local. Passados alguns minutos, não se ouvia mais nada, apenas o silêncio reinava naquele local. Partira a Fada e sua varinha mágica, bem como os diamantes.Um pouco assustados e ainda sem entenderam direito o que estava acontecendo, aos animais começaram a voltar para suas casas.Mas o comentário entre todos era que o Macaquinho Azul só podia ser especial mesmo e que naquela mesma noite deveria ser levado para o lugar mais alto que fica no tipo da cascata e que somente de lá é possível ver o mundo. Ainda sob a luz da Lua, a mamãe macaca tomou o filho em seus braços e apressou-se em deixar o bebezinho no local indicado pela Fada.No outro dia, Encantada estava calma, mas o comentário do nascimento do macaquinho Azul estava em todas as bocas. As plantas, os insetos e os animais ainda estavam assustados.Bem cedinho, os gnomos trataram de tranqüilizar todos:- O Macaquinho Azul será o nosso líder na defesa da natureza. Viva o Macaquinho Azul Viva! Vivaaaaaaaaaa! Gritava um deles no topo de uma árvore.- Encantada corre perigo, precisamos do Macaquinho Azul - dizia outro gnomo, equilibrando-se em cima de uma pedra.Aos poucos, todos sabiam que o Macaquinho Azul, protegido e enviado pela Fada usaria sua inteligência para evitar que Encantada fosse destruída pelo homem.A Fada deu-lhe a capacidade de poder falar e estar com as crianças em qualquer parte do mundo. Afinal, as crianças seriam suas amigas e aliadas para defender Encantada, e o mundo, da destruição.Assim ele via o mundo, e quanto mais o olhava, mais preocupado ficava. Precisava saber exatamente o que os homens estavam fazendo com nosso planeta. A Fada já o havia avisado que só ele, com o apoio das crianças, poderia garantir uma vida mais saudável no planeta. Do alto da cascata, ele via tudo o que estavam fazendo de mal para a natureza. Via a destruição das florestas pelas motosserras, as queimadas nas matas, os rios sendo poluídos pelas indústrias, lixo sendo jogado nos arroios, peixes morrendo asfixiados, animais tombando para sempre, passarinhos assustados sem ter o que comer, o solo sendo contaminado por agrotóxicos, gases tóxicos sendo lançados no ar sem nenhum controle, a terra descoberta sendo levada pelas águas das chuvas. Tudo isso o deixava muito triste.Mas o que mais o entristecia era ver algumas crianças jogando lixo nas ruas, nas salas de aula e nas suas casas. Justamente as crianças, que seriam suas aliadas para defender Encantada da destruição. Que tristeza!Mas, para o Macaquinho Azul, as crianças não tinham culpa de estarem agindo assim. Elas apenas repetiam o gesto de outras pessoas. Por isso, ele tratou logo de comunicar-se com elas.Era uma noite linda quando o Macaquinho Azul resolveu que era hora de visitar as crianças, uma a uma, e convidá-las e ajudá-lo a salvar a natureza e o mundo. E a sua missão começou.Ele esperou pacientemente que todas fossem dormir. Então, também fechou os olhos e dormiu. Nesse momento, milhares de luzinhas saíam do seu corpo o seguiam em direção às crianças. Ao chegarem lá, cada uma delas transformava-se num Macaquinho Azul. Delicadamente, encostavam-se ao ouvidinho de cada criança e diziam:- Oi, amiguinho!- Oi, amiguinha!- Que bom poder te visitar. Meu nome é Macaquinho Azul. Moro num lugar muito bonito, chamado Encantada. Lá é muito legal e todos se dão bem. Estou aqui para te fazer um convite, em nome da Rainha das Fadas. Ela gosta muito de ti e eu também. Po isso, quero te convidar para me ajudar a defender as plantas, os animais, os rios, os mares, para que, no futuro, outras crianças possam viver felizes neste mundo.Enquanto o Macaquinho Azul falava, todas as crianças imaginavam-se ao seu lado, salti-tando,brincando, correndo e gritando bem alto: "Viva a natureza... viva a natureza! Eu posso ajudá-lo! Eu sou feliz!"Ao amanhecer, todas as crianças acordaram felizes, sorridentes, com vontade de ir para a escola. Estavam ansiosas para contar o sonho que tiveram à noite. Muitas já foram contando o sonho para a mamãe, para o papai, e assim por diante.- Foi o sonho mais lindo da minha vida. - diziam muitas.- Nossa, o Macaquinho Azul é lindo! - disse Kelli.- Como dormi bem esta noite! - afirmou Paulinho.- Já sei como ajudar o Macaquinho Azul. - cantarolava Lili.Naquele dia, todos notaram que a maioria das crianças estava diferente. Não jogavam mais papéis na rua, passaram a cuidar das plantinhas e a preocuparem-se mais com a natureza...Algumas ainda não compreendiam bem o sonho. Essas crianças, o Macaquinho Azul continuou visitando. Em pouco tempo, todas as crianças não falavam em outra coisa, senão nele e na defesa da natureza. Eram poucas as crianças que ainda não acreditavam na existência do Macaquinho Azul.Certa noite, o Macaquinho Azul resolveu visitar todas as crianças novamente. Nessa noite, ele aproveitou para agradecer às crianças por estarem acreditando nele. Aquelas que não acreditavam ainda, disse que confiassem nos seus pais que, então, acreditariam nele e poderiam se juntar às outras crianças para defender a natureza.O Macaquinho Azul queria deixar uma prova de que amava todas as crianças e precisava delas para defender Encantada e o mundo. Por isso resolveu fazer uma revelação:- Esta será minha última visita. Meu nome é AMAZ e só aparecerei em seus sonhos quando você desejar . A partir de hoje, o MUNDO está em suas MÃOS. Quando acordar, olhe perto de sua cama e verá uma recordação deixada por mim.AMAZ partiu. Quando as crianças acordaram, acharam uma pequena bolinha luminosa que flutuava nos pés da cama. Ao ser tocada, ela partiu-se em duas, ficando uma parte em cada mão... Em poucos segundos, virou uma nuvenzinha azul e rapidamente sumiu. Não deu nem tempo de mostrar para a mamãe e o papai....AMAZ, o Macaquinho Azul, agora é o maior amigo das crianças. Juntos, formam uma turma muito grande que ninguém ousa enfrentar. A natureza agora está salva porque conta com a sua proteção.Ah! Se não fossem as crianças....Como falar com o Macaquinho AzulPara falar com o Macaquinho Azul, é preciso que você siga as seguintes instruções:1. Avise sua mãe, seu pai, ou uma pessoa que você goste muito, que quer falar com o Macaquinho Azul.2. No dia que você quiser falar com ele, é necessário adquirir uma plantinhae colocar num lugar bem iluminado. Também é preciso estar de banho tomado, com os dentinhos escovados e bem alimentado.3. É importante que você deite bem cedinho na cama, não sem antes dar um beijinho na mamãe e no papai, ou numa pessoa que você goste muito.4. É necessário, e o mais importante, que você tenha amor no coração, pois somente assim o Macaquinho Azul terá condições de conversar com você durante a noite.5. Ao deitar, coloque sua plantinha ao lado da cama. Olhe para ela e diga:- Eu estou cuidando de você e quero que o Macaquinho Azul saiba disso. Sou inteligente e respeito as pessoas. Feito isso, você pode fechar os olhos e dormir. Você irá sonhar com o Macaquinho Azul e poderá dizer-lhe tudo o que está fazendo para ajudá-lo na defesa da natureza. No outro dia, ao acordar, conte seu sonho para seus pais, seus avós, seus amigos, seu professor e seus coleguinhas. Escreva num papel aquilo que mais gostou e guarde em um local que só você conhece. Caso você acorde e não lembre o sonho, não desista, continue tentando.Você e o AMAZ são os soldadinhos da Paz.

O sono SAUDÁVEL

ROBERTO DALPIAZ RECH
Não basta ter uma boca cama, um ótimo colchão e vontade de dormir. É preciso saber o local exato onde dormir. Dormimos para descansar, evitar sonolência e renovar a prontidão para o trabalho. Ele é um fator decisivo para nossa saúde, porque sem o sono o homem não pode viver. Dormir não significa apenas descansar, mas também recuperar forças. E isso não apenas fisicamente, também psiquicamente. Mas nem todos conseguem dormir adequadamente. Os que não conseguem dormir, geralmente culpam o ambiente, a cama, o extrado da cama, o colchão, etc. Hoje, milhões de pessoas têm dificuldades para dormir. Estima-se que uns 35% da população mundial sofrem de insônia. O Dr. David Rapoport, do Centro de Estudos do Sono da Universidade de Nova York, diz que dormir mal “é uma das epidemias mais graves da virada do século”.Segundo pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo, Brasil, apenas 3% das pessoas que têm insônia identificaram o problema. Muitos simplesmente aceitam a insônia como parte da vida e conformam-se em passar o dia sentindo-se irritadiços e sonolentosCerca de 25 milhões de pessoas, na Alemanha por exemplo, sofrem com dificuldades de adormecer e de dormir, e utilizam pílulas para dormir. Diariamente são vendidas, pelas farmácias alemãs, mais de um milhão de pílulas para dormir. A pílula de dormir não é um remédio de cura, ela apenas esconde as verdadeiras causas das perturbações do sono, que podem ter sua origem em diversas causas. A medicina fala de um sono emprestado que, em parte, até perturba a motricidade do sono. Sabemos que os alemães possuem recursos suficientes para possuírem uma boa cama, um colchão adequado e os melhores travesseiros e cobertores do mundo. Além disso, suas residências são de primeira. Então o que atrapalha o sono? Será que a cama da maioria das pessoas que não tem um sono saudável, dor desconhecerem os perigos dos pontos geopatogênicos colocam seus colchões na chamada “boca do dragão”? Desnecessário repetir aqui que estudos feitos pelo especialista Hernst Hartmann sugerem que 70% de todos os problemas de saúde podem ser induzidos por doenças da terra. Portanto, distúrbios de sono e cansaço sem motivo aparente podem ser sinais de que o campo energético não está bom. Quando dormimos, estamos abertos às influências desse campo negativo. Trocar o colchão de lugar pode melhorar as condições de saúde da pessoa. Esta troca permite que a pessoa tenha um bom sono e assim evite problemas como depressão, dores de cabeça, tensão, dificuldade de concentração, depósito de cálcio no sistema circulatório, retenção de líquido, entre outras.O fato dos alemães terem dificuldades de dormir bem não quer dizer que desconhecem as possíveis causas dos distúrbios. A geobiologia, tal como a conhecemos hoje em dia surge durante estes anos turbulentos por meio da observação acurada de alguns médicos europeus, entre os quais se destacam os alemães, que naquela época percebiam problemas com seus pacientes, eram os médicos de família que estavam enfrentando dificuldades. Tais dificuldades advinham do fato de que estes tinham entre seus pacientes alguns casos de câncer, tratavam a pessoa, que infelizmente acabava morrendo, anos depois eram chamados a atender outro membro da família e descobria-se que o mesmo estava com câncer também, e depois mais outro, seguindo uma lista de óbitos devido ao mesmo problema. Começaram a perceber que em grande parte das vezes a mãe, tendo falecido devido ao câncer, tivera o seu quarto ocupado por outro membro da família, também vitima da doença, ou então a esposa, que perdera um marido devido a esta doença, tinha se casado novamente e o segundo marido, que dormia no mesmo local do primeiro, manifestava também a doença!
Ou seja, o médico da família vinha e tratava a mãe que tinha câncer. A mãe morria. Cinco anos depois, ele voltava para ver a filha, exatamente com o mesmo câncer, que com a morte da mãe, tinha passado a dormir na cama principal. Como as coincidências eram demais radiestesistas foram empregados para avaliarem estes locais, muitas vezes sem prévio conhecimento do ocorrido nestes locais, mas misteriosamente as varas radiestésicas ganhavam vida nestas casas, denunciando problemas, desta forma surgiu o que conhecemos por Geobiologia. Neste ponto é interessante reproduzir aqui trechos do livro Erdstrahlen als krankheitserreger, da autoria de Gustav Von Pohl. "Era desconcertante comprovar que todos os casos mortais de câncer aconteciam sobre uma linha bem definida” “Para que meus estudos se mostrassem à margem de qualquer suspeita, solicitei a colaboração de personalidades oficiais como o Alcaide e seu Tenente, o Comissário de polícia etc...” “Quando comecei minhas investigações, pedi ao Alcaide que confeccionasse uma lista das pessoas mortas por câncer, assinalando o lugar onde viviam e indicando a posição de sua cama na casa. Fique claro que esta lista não me foi mostrada: permaneceu no cartório e somente quando foi terminada minha investigação é que estabelecemos a comparação. Todas as notas sobre o meu croqui encontraram sua confirmação na lista de registro das mortes por câncer.”
Terminado este estudo foi elaborada uma ata oficial relatando os pormenores do estudo e reconhecendo a eficácia do barão em seu trabalho. Com base neste resultado inicial, muitos médicos se interessaram pelo tema e começou a ganhar força na Alemanha a idéia das “Casas de Câncer”, o estudo chegou em um ponto tal que se descobriram casas específicas nas quais haviam muitos casos de câncer, em uma lista muito interessante, que analisa 5.348 casas de câncer entre o período de 1910 a 1931, detectou-se que em 5 casas houveram 10 ou mais casos neste período, 1 casa com nove casos, 1 com 8 casos, 6 com 7 casos, 15 com 6 casos e assim sucessivamente, ao se estudarem estas casas encontrava-se sempre fortes alterações telúricas. Apenas como indicativos podemos citar três a mais: O trabalho desenvolvido no ano de 2005 pelas alunas das Faculdades Integradas “Espírita”, Luci Aquemi Hayashi Machado, Sandra Elis Abddala sob orientação da professora Kátia Chukewiski. Esta pesquisa teve a intenção de demonstrar que as emissões energéticas advindas do subsolo afetam os seres vivos, tais como as plantas. A permanência de plantas colocadas em pontos afetados por energias maléficas advindos do subsolo, causados por água subterrânea e linhas Hartmann pode causar sérios distúrbios. A experiência com plantas de feijão e ervilhas comprovou que houve alterações no padrão de crescimento e desenvolvimento dos vegetais que ficaram sob a influência de água subterrânea e cruzamento de linhas Hartmann, sendo que as plantas apresentaram mais rapidamente fungos e sinais e enfraquecimento, além de apresentar deterioramento rápido, logo após atingir seu ápice de crescimento e desenvolvimento.
As experiências de Pierre Cody, que descobriu a influência da ionização nos pontos telúricos. Os 150.000 testes do Dr. Hartman que comprovam a existência e a influência sobre a saúde humana das linhas telúricas que levam o seu nome. Foram estudados milhares de casos, por volta cinqüenta mil pacientes com câncer ao todo, e, embora tenha surgido uma verdadeira guerra entre autoridades médicas que contestavam estes resultados e estudiosos que procuravam a verdade, os resultados foram tão esmagadores em favor da existência destas linhas telúricas prejudiciais que aqueles que as negavam acabaram por se transformar em seus defensores mais ardentes. Felizmente, em fevereiro de 1987, chegou a fase onde o próprio Governo alemão Ocidental começou a investir milhões em um programa de pesquisa para investigar os efeitos de linhas telúricas em organismos vivos.
Deste ponto em diante, aparelhos como magnetômetros, contadores gêiser e outros passaram a ser usados em larga escala, indicando, na maioria das vezes anomalias nos lugares em que as varas radiestésicas indicavam incidência telúrica, hoje em dia, embora ainda se utilize tais equipamentos, se dá mais atenção para a sensibilidade das varas radiestésicas. Através delas, repetimos, você poderá localizar o local exato onde o seu colchão poderá ser colocado para alguém dormir.
O colchão ideal. Não podemos afirmar que a localização ideal para colocar o colchão garantirá um sono profundo e restabelecedor. Durante a noite nós mudamos a posição do nosso corpo, através de movimentos inconscientes, cerca de 20 a 60 vezes por noite. Isto é chamado, no linguajar específico, como motricidade do sono. A posição de adormecer das pessoas é: 32% no lado direito 18% no lado esquerdo 44% de costas 6% de barriga A partir daí constatamos que, um colchão, junto com seus componentes internos, tem que adaptar-se a estes movimentos. Ele deve, por isso, possuir certa flexibilidade. Se não for assim, provocará estímulos de acordar e, portanto, perturbações de sono. A duração do sono é individual e depende do hábito de dormir, da profissão, do clima no qual se vive e da idade. A regra das 8 horas é, como tal, importante, mas quanto tempo a pessoa precisa dormir para estar bem corporalmente, cada um sente melhor. Cada corpo dispõe de um regulador embutido "sono - acordar", que determina se é tempo de adormecer ou de acordar.O sono reconfortante é coisa para um colchão certo. Um colchão certo sempre está correto, quando ele apóia, de forma natural, a coluna. À primeira vista, parece que coluna e sono nada têm a ver um com o outro, mas ainda assim, um sono saudável é determinado pela coluna.
Necessita é de um lugar de repouso, de elasticidade calculada, que segue sua forma natural e influencia suavemente sobre ela. Por isso o corpo, necessita de uma base, que não apenas ceda a sua forma, mas que possa exercer um efeito ativo de apoio e alongamento a todas as suas partes importantes. Dormir não deve ser um exercício obrigatório, mas sim, um relaxamento. A famosa cova no colchão (rede de dormir), e também, a muitas vezes famosa tábua no colchão, são inimigos do repouso, tanto quanto o balanceamento de um colchão mole demais. O interior do colchãoO colchão ideal, para ser colocado no local ideal, deve possuir um miolo de alta qualidade e elasticidade, que garanta uma força de retorno e com isso, uma posição natural de sono. Ele deve ser constituído de tal forma, que os pontos que sofrem uma força de pressão especial - como, por exemplo, dos ombros e quadris - cedam também um pouco mais. O colchão não tem que ceder apenas a todos os movimentos, tem que também voltar imediatamente à posição original, quando não for pressionado. Não é decisivo um colchão macio ou duro, mas uma distribuição aliviante de pressões no corpo inteiro. O colchão deve possuir um grau variável de maciez, e, portanto, existir em diferentes graus de dureza. Estes correspondem a hábitos de dormir, idade e condição corporal de cada pessoa.
Colchões devem possuir um bom isolamento térmico. Ao corpo não deve ser retirado, durante o sono, nenhum calor. Por isso, se recomenda colchões porosos e retentores de ar. Além disso, é importante que transfiram adiante as evaporações recebidas, isto quer dizer, eles têm que poder desfazer-se dos líquidos retidos durante a noite. Um clima saudável de dormir é atingido quando o calor do corpo não é armazenado nem transferido rapidamente. O tecido da capa do colchão não deve ser somente externamente agradável, mas também resistir aos esforços específicos. Pode ser natural, mas material sintético conquistou uma. considerável fatia do mercado. Basicamente os colchões podem dividir-se em 2 grupos: Colchões estofados - de espuma e Colchões de molas. Os Colchões estofados não possuem malha de molas, mas apenas materiais almofadados. Atualmente, fazem parte dos colchões estofados, os de látex e de espuma.Já os colchões de molas, possuem um gradeamento de molas de aço de diferentes construções, rodeado de todos os lados por material estofado. Este pode ser de matéria prima natural, como por exemplo, lã, crina, etc. ou também de matéria espumosa, ou seja, sintético. Um tipo especial de colchão de molas é a combinação de espuma e malha de molas. Este tipo de colchão encontra-se apenas há alguns anos no mercado.
Posição da cama As camas, lugar onde deitamos, sonhamos, amamos, choramos, refletimos, e nas quais dependemos de um terço da nossa vida, além de precisarem estar situadas em zona neutra não devem conter nenhum elemento feito de metal. Mais, a cama deve ter sua cabeceira virada para o norte magnético que possui forte influências sobre todas as criaturas vivas da Terra. Tartarugas marinhas usam um sistema de coordenadas bidirecional baseado na intensidade e na inclinação magnéticas. Pássaros usam o campo magnético da Terra como uma bússola (magnetismo geográfico). A magnetita é encontrada nos cérebros de golfinhos, baleias, alguns peixes (incluindo o salmão), tartarugas e pombos-correios, e isto parece interagir com seus cérebros. Bactérias e algas seguem linhas magnéticas de força. As abelhas dependem do campo magnético para encontrar o caminho das flores para a colmeia. As danças das abelhas são direcionadas para o sol e o local direcional do campo magnético, igual às migrações dos salmões. Pombos-correios possuem uma incrível capacidade de navegação. Experimentos removendo pombos dos ninhos e os transportando para diferentes distâncias mostram que eles são capazes de voltar para seus ninhos mesmo depois de transportados por mais de 800 Km. Outras espécies retornam de distâncias superiores a 1.800 Km e mesmo mais de 5.000 Km. Os pássaros são capazes de voar em uma dircção constante, independentemente do ponto em que foram soltos. Parece que eles também possuem a capacidade de se orientar devido ao movimento do sol, embora alguns experimentos feitos com espelhos e luzes para mudar o sentido original da posição do sol tenham resultado nos pássaros seguindo o caminho correio, mesmo após mudanças em seus relógios internos.
Já, o ser humano parece depender de equipamentos para se localizar. Durante toda a história, nós temos inventado aparelhos para determinar nossa posição absoluta na terra e nosso relacionamento com ela. Para direcionar a cama para a direção certa, por exemplo, temos que recorrer a bússola. Temos notado que algumas pessoas têm dificuldades em utilizá-la o que acaba comprometendo a intenção de buscar uma orientação correta. A bússola é um instrumento muito antigo que permite ao homem orientar-se quando se desloca. É um instrumento constituído por uma agulha com propriedades magnéticas que roda à “procura” do Norte sempre que a movimentamos. Uma das extremidades dessa agulha é atraída pelo magnetimso terrestre.
Desenho da bússola e suas parte identificadas





As marcações de graus na circunferência variam conforme s diferentes modelos e podem ser adquiridas em lojas de caça e pesca, esportivas e bazares. O uso da bússola para achar a posição correta da cama é simples. É bom lembrar que a direção da cama é o lado onde está a cabeceira, isto é, a direção onde está a cabeça da pessoa. É importante destacar que a direção é muito pessoal. Cada pessoa tem uma direção com um respectivo significado.

terça-feira, 27 de maio de 2008